Tendência venda de jornais e revistas generalistas impressos em Portugal no último ano desce nas vendas, segundo as estatísticas.

Assiste-se a uma queda nestas vendas comparando com o mesmo período do ano passado, contrariamente, as assinaturas online aumentam.

Basicamente, estes dados reforçam a ideia de que nos jornais o caminho é inevitável no sentido do papel acabar e o digital dominar todo um sector, colocando o jornalismo como o conhecemos em causa.

Quando se fala em crise, não é em absoluto, mas apenas enquanto “modelo de negócio”, coisa da qual vão dependendo os conteúdos, infelizmente para uma visão purista da informação. Existe um problema de financiamento da venda de jornais provocado pela crise. A digitalização da informação, veio realmente tornar mais acessível e eficaz as notícias, o que levou a que investissem menos nos jornais expressos.

Algumas revistas pensaram já em publicar de forma impressa, voltando atrás, substituíndo esses moldes por outros novos. . É porque a tecnologia alimenta tanto as nossas declinações do progresso, que nos faz imaginar a diferença total na simples diferença relativa

Uma grande questão para o futuro dos jornais e do jornalismo será não tanto um problema de leitores, mas de leituras. A multiplicidade que os novos media trazem produz a multiplicidade dos modos de leitura, ou seja cada um lê à sua maneira, dependendo do jornal e do formato do mesmo.

Penso que os jornais online vão conseguir de algum modo estar mais próximos do público de hoje em dia, pois a sua forma mais eficaz e inteligente de filtrar todo o tipo de notícias, e até mesmo a data das mesmas, permite aos leitores uma forma muito mais diversificada e objectiva de aceder à informação. Posto isto, creio que o jornalismo impresso apesar de ter  a sua importância para quem não usufrui do jornalismo online, poderá ser ofuscado pela onda de informação colocada na rede, tendo tendencia a cair nas vendas, principalmente em altura de crise, que sem duvida é uma condicionante para tal facto. É provável que o público e a sua preferência na leitura online, cause um grande impacto nas estatísticas de vendas de impressos, que são manifestadas, não com o descrédito da informação impressa, mas sim com a opção pela escolha daquilo que é mais conveniente.

Fonte: O Expresso através do Google News

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