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A rede social foi processada por alegadamente violar leis de privacidade. Esta é acusada de monitorizar e fornecer dados recolhidos nas mensagens privadas dos utilizadores, nomeadamente os endereços de internet partilhados, a terceiros para fins de marketing e publicidade.

Isto levamos a refletir sobre a questão “poderemos realmente utilizar as redes sociais de forma segura?”. A popularidade das redes sociais tem crescido nos últimos anos, estas dão-nos a possibilidade de contactar com familiares e amigos, independentemente da distância a que se encontram, contactar com novas pessoas, tanto a nível pessoal como profissional, entre outros. Ao mesmo tempo, surge uma série de questões sobre a privacidade do utilizador. Todos nós temos o direito à reserva da nossa vida e informações privadas. Basicamente, no nosso universo íntimo e pessoal somos nós quem decidimos quem deixamos entrar e ter acesso. Muitas das vezes o utilizador não protege a sua privacidade como deveria, podendo até ficar exposto a situações de risco. Neste tipo de redes sociais é importante não divulgar informações demasiado pessoais, como morada ou contactos pessoais, ter atenção a quem tem a possibilidade a aceder ao nosso perfil e comunicar connosco. Hoje em dia, o roubo de identidade e a invasão de contas é bastante frequente nas redes sociais. Nesta ultima, quem acede à nossa conta pode aceder às nossas mensagens privadas, tendo assim acesso a certas informações e divulgá-las. O facto de ter sido divulgado que a própria rede social monitoriza dados partilhados em mensagens privadas alerta ainda para um maior cuidado por parte dos utilizadores.

“Como os utilizadores pensam que estão a comunicar através de um serviço sem vigilância eles estão mais propensos a revelar dados sobre si próprios que não revelariam se soubessem que o conteúdo da mensagem estava a ser monitorizado”, refere a acusação. A acusação foi apresentada no princípio da semana, pelos utilizadores Matthew Campbell e Michael Hurley. Os responsáveis da rede social declaram que as acusações de que são alvo “não têm mérito” e que irão “defender-se vigorosamente”. Os queixosos pretendem que a rede social seja condenada a pagar uma indemnização de cerca de 73 euros por cada dia das alegadas violações ou de cerca de 7,3 mil euros, por cada utilizador.

As constantes alterações do Facebook, relativamente à maior exposição de dados pessoais partilhados na rede, tem sido alvo de grandes criticas e  já foi alvo de diversos outros processos relativos a questões de privacidade. Para além do Facebook, também o Google, Yahoo e LinkedIn já foram acusados de partilharem dados dos seus utilizadores para fins comerciais.

Fonte: sapo.pt

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